Texas e Ouro

O estado do Texas é mais um na lista dos grandes que querem ter a custódia do seu próprio ouro. Há poucas horas, foi anunciada uma legislação para criar a Texas Bullion Depository, para que o estado possa armazenar seu ouro, atualmente em Nova Iorque. Estamos vendo um movimento muito grande de países que querem ter a sua posição em ouro aumentada e custodiada em seu próprio território. Em maio, a Áustria se juntou a esse time, composto por Alemanha, Bélgica, Rússia e China, e demandou que seu ouro fosse devolvido aos seus cofres. Realmente, se é para ter metais preciosos, é melhor tê-los na forma física e custodiados em um local de livre acesso para seus donos. Podemos ver o ouro como uma outra moeda, uma que governo algum pode imprimir e que, por isso mesmo, tem valor e não precisa pagar...

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PPI nos EUA

Os preços no atacado nos EUA tiveram uma deflação em abril, caindo 0,4% em comparação a março, implicando em um número abaixo do mínimo previsto pelos analistas. Aliás, desde 2010 não se via números assim (-1,3% nos últimos 12 meses). É incrível o volume de indicadores que estão saindo agora como os piores desde 2009/10, quando estávamos no auge da crise. Isso nos faz pensar se realmente saímos da crise – como os BCs insistem em nos dizer – e se estamos na recuperação. Uma recuperação que já dura 6 anos com juros zero, QE1, QE2, QE3, operação twist, etc… E ainda há analistas esperando uma alta nos juros americanos… O ouro e a prata estão disparando, com ganhos de 3% e 7% ,respectivamente, nos últimos 3 dias. E para quem gosta de análise técnica, as cotações dos dois acabaram de passar os 200-Day Moving...

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Índia e Ouro

O preço do ouro está em alta hoje depois que a Índia divulgou relatório de março mostrando que as importações subiram astronomicamente para 125 toneladas no mês (ou o dobro do que foi importado em março de 2014). As importações de ouro daquele país para o ano fiscal 2014/15 terminaram em março em 900 toneladas, ou uma alta de 36% sobre o ano anterior. Parece que a relíquia bárbara ainda tem fôlego…

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O ouro está acabando??

Relatório da Goldman Sachs mostra que há somente 20 anos de produção de ouro das reservas já descobertas e mineráveis e que atingimos o pico de produção em 2015.

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Por que investir em Ouro?

O ouro sempre atraiu a atenção. Alguns arqueólogos sugerem que o uso do ouro começou com as primeiras civilizações no Oriente Médio e acreditam que ele tenha sido o primeiro metal utilizado pela humanidade. Ele é considerado um símbolo de riqueza e prosperidade e foi usado como dinheiro durante milênios, tendo valor em transações comerciais em função de sua escassez. Há alguns séculos, os ourives (que trabalhavam com metais e pedras preciosas) tinham cofres em casa e começaram a alugar espaços neles para que as pessoas pudessem guardar seu ouro. Como em qualquer transação, esses ourives emitiam um certificado de depósito do metal em seu poder. Logo eles notaram que poderiam ter um negócio à parte, emprestando esse ouro, que não era deles, para outros a juros. Um negócio muito bom, já que eles cobravam das pessoas uma pequena porcentagem para guardar o ouro e ainda emprestavam esse mesmo ouro a juros. Eles ganhavam, assim, dinheiro com um ouro que não era deles. Contudo, a coisa ficou ainda melhor, quando eles descobriram que várias transações comerciais aconteciam sem a troca do ouro em si, mas com a troca dos certificados (recibos) do ouro que eles guardavam. Havia aí uma oportunidade imensa de burlar o sistema, emitindo certificados de ouro sem nenhum lastro, ou seja, sem que o ouro mesmo existisse, e ainda cobrando juros sobre esses certificados. Qualquer semelhança com o sistema bancário de hoje em dia não é mera coincidência. Sem a necessidade de dizer, esses ourives amealharam grandes fortunas. Seu único medo era o de uma “corrida ao banco”, ou seja, se algumas dessas pessoas com os certificados de ouro fossem até o “banco” trocá-los pelo seu devido ouro. Já ouvimos diversas vezes a história de que se todos fossem até o banco ao mesmo tempo, não haveria dinheiro para todos – e não haveria mesmo, pois grande parte desse dinheiro (ouro) não existia. Esse era um grande risco dos banqueiros e a ideia de um Banco Central surgiu aí, como emprestador de último recurso, garantindo a sobrevivência de um banco e evitando “corridas”; pelo menos para os “amigos” (também conhecidos como acionistas dos Bancos Centrais). Vamos falar sobre esse tema depois, mas gostaríamos de listar algumas razões pelas quais acreditamos que o investimento em ouro é importante (e será o mais rentável) da atualidade: O ouro é escasso: ele é um dos metais mais raros na natureza. Para se ter uma ideia, todo o ouro já minerado na história da humanidade mal encheria 3 piscinas olímpicas. E está cada vez mais difícil encontrá-lo. Para se ter uma ideia, segundo a SNL Metals Economics Group, foram encontrados 22 depósitos de ouro com pelo menos 56 toneladas em 1995; em 2010 foram 6 depósitos e em 2012 nenhum foi descoberto. O ouro é fácil de ser transportado: por ser muito denso, pode-se transportar grandes quantidades do metal em um pequeno espaço, o que tem grande valor, especialmente em países onde há instabilidade; Proteção contra a inflação: o ouro é uma proteção perfeita contra a inflação, no longo-prazo. Sem dúvida, há um grande trabalho para se obter ouro e um elevado custo associado a isso. Há que se achar o ouro, minerá-lo, purificá-lo e fundi-lo para que possa ser usado. Isso demanda horas de trabalho, muitos homens, energia, água, enfim, diversos recursos. Por isso, ele tem valor. Na época de Jesus Cristo, com 30g de ouro comprava-se uma túnica, sandálias, uma cinta e uma bolsa. Hoje, com 30g de ouro, compra-se um terno, cinto, sapatos e uma pasta. O dinheiro de verdade, medido pelas horas de trabalho, não perde...

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Economia Americana e o Ouro

Na última sexta-feira foi publicado mais um número de empregos criados na economia norte-americana. A média dos analistas estava esperando um número forte para validar a tão aclamada recuperação econômica. O consenso dos analistas era a da criação de 200mil empregos, embora alguns analistas mais otimistas tivessem números bem acima dos apresentados. Como vem acontecendo com frequência, os números desapontaram praticamente todos os analistas, com uma geração de empregos de somente 74mil. E nem podemos olhar a qualidade dos números apresentados, porque mais da metade deles foram de empregos temporários. Continuamos afirmando que não vimos nenhuma recuperação na economia; como esta pode estar crescendo tendo gerado menos emprego em 2013 do que em 2012? A taxa de desemprego vem caindo, mas isso se deve muito mais às pessoas que saem do mercado de trabalho por terem desistido de encontrar emprego do que por novas contratações, o que realmente seria um indício de recuperação. Como vimos afirmando inúmeras vezes, o programa do FED de continuar a comprar bônus do governo e os de hipotecas contribui somente para manter os grandes bancos solventes enquanto tal programa gera a proliferação de bolhas por todos os lados. Tal programa é totalmente ineficiente no que diz respeito à geração de empregos e também moralmente errado, já que induz à alta dos preços em todos os ativos – imóveis, ações e produtos em geral. Os mais ricos possuem muitos ativos e, apesar dos preços dos bens de consumo continuarem subindo, seus ativos sobem muito mais. Já com relação aos menos ricos, isso se constitui em um alto imposto a se pagar, já que os mesmos não tem ativos e ainda têm que arcar com altos preços. Essa a alta dos preços produz uma falsa sensação de riqueza, a mesma de alguns anos, quando, por exemplo, a maioria dos americanos supunha que os preços dos imóveis continuariam subindo para sempre. Essa atual ilusão de que há uma recuperação é mantida exclusivamente pelos programas do FED. Quando o FED começou o tapering no mês passado, já o fez bem à meia-boca, prometendo ao mercado que os juros ficariam onde estão até pelo menos 2015 e diminuindo o ritmo de compra de bônus para US$75bilhões ao mês – vale lembrar que o balanço do FED continua aumentando e aumentando rapidamente, porém um pouco menos que quando ele estava comprando US$85bilhões por mês (não estamos considerando o reinvestimento dos juros, porque senão a compra de bônus do FED estaria acima dos US$90 bilhões ao mês). O FED sabe bem que não há recuperação, há somente uma ilusão, mantida por estímulos artificiais à economia. Se esses estímulos forem retirados, o país voltará à recessão, pegando muita gente desavisada e causando um problema muito maior do que o em 2008. Por isso achamos que, se o FED fizer mais um tapering, esse provavelmente será um tapering modesto como o anterior, e então ele vai parar, esperando alguma desculpa para poder aumentar a compra de bônus. Acreditamos ser mais fácil o FED aumentar o ritmo de compras de títulos até o final desse ano, do que diminuí-lo. Ao nosso ver, o FED estará comprando mais do que US$85 bilhões ao mês até o final desse ano, sem contar o reinvestimento dos juros. Um risco que achamos que poucas pessoas estão levando em conta é o da não-recuperação da economia norte-americana e de um aumento no programa de estímulos à economia desse país – muito mais porque poucos acreditam que os EUA ainda estão em crise. Quando nos dermos conta e virmos que tal recuperação inexiste –o que existe é somente uma alta...

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