FUNO again

Just a quick note about our post on November 2nd, in which we talked about Fibra Uno (FUNO). At that time, we mentioned to our readers that we believed the Mexican REIT offered value at low risk. You can revisit our post here, but basically we thought that FUNO offered a cheap and less risky opportunity to someone who needs income.  The FED has become more dovish on interest rates in the US, and the Mexican Peso has strengthened, despite López-Obrador. FUNO is still buying its own shares, as a great way to increase returns for their investors (we were against most companies’ shares buyback over the last few years, but FUNO is different and we explained it in our post). Besides, 2 new strategic alliances have been signed and FUNO acquired another 21% of Torre Mayor, bringing its stake in the most iconic building in Mexico to 70%, at a cash return of 8% per annum in USD. Many people criticized our investment at the time because of the risks involved in investing in Mexico. According to some of them, we should have invested in the US. Well, the US markets have sold off since and Fibra Uno’s shares are up by more than 12%. On top of that, we got a 10% dividend return (approximately 2.5% per quarter), an investment in properties at half the price and we got the bonus of the Mexican peso, which got stronger. All in all, we have got ourselves a nice 20%+ return in USD in only 2...

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Carta de Final de Ano – 2018

Como de costume, gostaria de começar essa carta agradecendo a todos os nossos clientes pelo apoio e confiança e aos nossos colaboradores pelo excelente ano que tivemos. Apesar de todos os desafios em 2018 – talvez o ano mais complicado dos últimos 10 –, a L2 Capital conseguiu crescer e atingir novos patamares. Esse ano abrimos nosso primeiro fundo internacional, o L2 International Opportunities Fund. O objetivo, como o nome mesmo já sugere, é aproveitar oportunidades no mercado para entregar ganhos de capital no médio e longo-prazos. Sempre buscamos ativos que estejam sendo negociados a um valor bem abaixo do seu valor intrínseco (no caso de longs) ou muito acima (para shorts) para fazermos alocações convictas. A grande oportunidade do momento, de acordo com nossos modelos, encontra-se no setor de urânio, no qual temos focado e conduzido um criterioso processo de due diligence. Esperamos retornos estratosféricos com esse investimento e vamos reportar a cada 3 meses para os investidores. Como sempre, vou acertar na minha única previsão para 2019: todos os analistas, economistas e estrategistas errarão as previsões para esse ano que se inicia. No ano passado, os especialistas esperavam um crescimento do PIB brasileiro em 2018 de 2,68% e ele ficará na casa dos 1,4%. O câmbio, que era para ficar em 3,32, encerrou o período perto dos 4.  Não vamos pegar nenhum relatório de banco ou corretora específico, mas de acordo com o Focus, que reúne as medianas das expectativas, para 2019 projeta-se uma inflação de 4,03%, dólar a 3,80 e PIB de 2,55%. Veremos o resultado em um ano. Mais uma vez, conseguimos entregar bons resultados nas carteiras internacionais, nosso foco. A média das carteiras subiu cerca de 8% esse ano – muito aquém do que viemos entregando nos últimos anos, mas ainda assim um resultado muito superior a qualquer outro player do mercado. Sofremos um pouco por causa da nossa exposição ao urânio no final do ano, sobre o qual falaremos mais à frente. No lado brasileiro, tivemos uma eleição importante em 2018 com a vitória do candidato Jair Bolsonaro. Dentre outras propostas, Bolsonaro trouxe um economista de peso para comandar a Fazenda e o mercado está esperando reformas importantes, inclusive a da previdência, que é a de maior importância e urgência. Ficaremos felizes se uma verdadeira reforma da previdência for aprovada e acreditamos que seja de real valia para o país. Sem ela, a relação dívida/PIB vai explodir, gerando sérias repercussões negativas na economia. Claro que estamos animados com o novo governo e com as propostas que estão sendo discutidas, mas acreditamos que o mercado esteja precificando parcialmente essa reforma e achamos prudente esperar um pouco. Houve alguma renovação no Congresso, mas não a ponto de inspirar total confiança na aprovação de medidas essenciais ao reequilíbrio fiscal e retomada do crescimento. Além do mais, o Brasil está inserido em um mundo globalizado e riscos vindos de outros lugares podem nos atingir. Nossa decisão de tirar o pé do acelerador no final do ano passado e começar a pisar levemente no freio se mostrou acertada, e fomos capazes de entregar bons resultados no front internacional. A maior parte dos investimentos feitos esse ano foram concentrados no setor de urânio e, apesar da alta significativa de cerca de 40% no preço da commodity desde as mínimas em 2018, muitas ações nas quais investimos subiram, mas devolveram os ganhos no final do ano, pegando carona no selloff. Como a maior parte das ações que investimos são small caps, vários investidores venderam suas posições no final do ano para poder aproveitar o tax credit. Isso não nos preocupa em...

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O que a curva de juros está nos dizendo

Ontem, pela primeira vez há mais de 10 anos, o spread entre os títulos de 2 e 10 anos nos EUA ficou, momentaneamente, abaixo de 10 bps. Normalmente, quando há uma compressão desse spread, há uma sugestão de que condições econômicas menos favoráveis estão a caminho. Quando há uma inversão nessa curva, ou seja, quando os juros dos títulos de 2 anos superam os dos títulos de 10 anos, temos uma indicação de recessão. Obviamente não estou falando que haverá uma recessão nos EUA amanhã, mas gostaria de frisar que estamos mais perto do final desse ciclo do que do início. Aliás, já alertei a todos nesse blog em janeiro e fevereiro em vários posts. O mais interessante é notar que a maioria dos analistas ainda não mudou suas projeções, ou seja, estão esperando um forte crescimento no PIB americano no último trimestre. Estamos vendo um mercado acionário conturbado, com o preço das FAANGs sofrendo quedas assustadoras, e setores que antes eram os mais amados do mercado, como o de tecnologia, se tornarem a bola da vez para os short sellers (vendedores a descoberto). Isso sem falar em commodities como o “dr.” cobre e o petróleo, que estão apanhando feio. E não sou o único que está dizendo isso. Howard Marks, bilionário e famoso investidor americano já está falando isso há algum tempo. Ele inclusive publicou um livro esse ano, intitulado “Mastering the Market Cycle” (por sinal, muito bom), onde ele expõe as características de final de ciclo de alta, como crescimento da economia, aumento nos lucros corporativos, toda notícia é boa notícia, investidores acham que correr risco é um caminho certeiro para maiores lucros, a ganância dita o comportamento, ninguém consegue imaginar uma razão para vender e não há liquidações, dentre outras. Além dele, outro bilionário investidor, Ray Dalio, também está seguindo a mesma rota. Dalio, que também publicou um livro novo esse ano, chamado “A Template for Understanding Big Debt Crisis”, anuncia para quem quiser ouvir, que estamos no final de um ciclo de alta e que o que vem a seguir não é auspicioso. Ele chegou a quebrar há algumas décadas, deu a volta por cima e montou a Bridgewater, o maior hedge fund do mundo. Warren Buffett, outro bilionário famoso por só comprar ações e dizer que o holding period para ele é para sempre, não compra uma ação há quase 3 anos – e, por sinal, já vendeu duas somente esse ano. O caixa da Berkshire Hathaway superou os US$100 bilhões há algum tempo e continua engordando. Buffett não fala, mas para bom entendedor, ações falam mais alto que palavras. E posso citar vários outros, como Stanley Druckenmiller, Paul Singer, Jeff Gundlach, Paul Tudor Jones, mas o importante é reconhecer que já estamos no décimo ano da dita retomada do crescimento nos EUA e que a taxa de juros está subindo há algum tempo (muitos especulam que provavelmente haverá uma interrupção no próximo ano). Enquanto escrevo essas linhas, a China acaba de dizer que vai implementar acordos comerciais com os EUA, e isso provavelmente dará um alento aos mercados amanhã (embora os mercados nos EUA estejam fechados). Mas as quedas, na minha opinião, têm pouco a ver com essa guerra comercial (embora ela não ajude em nada). As quedas estão relacionadas a uma bolha absurda, criada pelos bancos centrais para evitar que sofrêssemos as consequências da última bolha, também criada pelos bancos centrais. Todas as bolhas nos últimos anos estouraram quando o FED estava subindo a taxa de juros e essa pode não ser a exceção. Além de grandes nomes no mercado internacional estarem...

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Urânio: a história fica melhor ainda

Quem acompanha esse blog sabe que eu acredito que a tese de investimento em urânio é a que apresenta a melhor relação risco x retorno na atualidade. Na verdade, o call é surpreendentemente óbvio e um dos melhores que já vi na minha vida como gestor. Os acontecimentos dos últimos dias reforçam ainda mais uma excelente história. Acompanho o mercado spot (preço da commodity para entrega imediata, sem contrato) e ele vem subindo constantemente e ontem alcançou o maior patamar em quase 3 anos, cotado a US$29,25 a libra. Apesar dessa alta de quase 40% desde as mínimas esse ano, o custo de extração do metal ainda é quase o dobro disso, ou seja, o urânio ainda pode (e, na minha opinião, vai) subir muito mais. Embora a alta do metal seja significante, os preços de muitas ações no setor não estão acompanhando, o que faz com que o diferencial entre o preço do metal e o das ações das empresas que o produzem (mineram) forme uma “boca de jacaré”, abrindo mais uma excepcional oportunidade de compra, na minha opinião. Mas a história fica melhor. Vamos começar indo ao outro lado do mundo, onde está o principal vetor de crescimento desse mercado. Em primeiro lugar, houve um referendo em Taiwan, país que visitei há pouco mais de um mês e mencionei numa publicação anterior, a respeito da energia nuclear. A população votou em peso (59,5%) favoravelmente à energia nuclear, mais limpa, barata, confiável e segura. Basta lembrar que, no ano passado, após o fechamento de um reator nuclear, houve um blackout no país que ameaçou várias indústrias, entre elas a de semicondutores, a mais famosa da ilha. A população claramente não se esqueceu disso. Com essa vitória acachapante, o caminho está aberto para o início de operações de reatores que estão parados e o governo ainda deve estender a vida útil dos que estão funcionando. Além do mais, tal resultado fará com que políticos, antes mais comedidos, sejam mais explícitos e barulhentos com relação ao uso de energia nuclear. Um dado importante é que quase 7 milhões de pessoas morrem todos os anos graças aos efeitos nefastos de poluição, sendo que a maior parte das casualidades ocorrem na China e Índia. A energia nuclear, por ser limpa e estar ganhando tração entre os chamados “verdes”, deve conquistar espaço na retórica dos políticos da região, que terão mais força para propor a construção de novos reatores. Argumentos não faltarão, já que as grandes vantagens da energia nuclear com relação às outras energias limpas é que ela não depende do sol ou vento, é mais barata e mais segura. Em segundo lugar, a França, país cuja matriz energética é quase 80% nuclear, postergou de 2025 para 2035 os cortes já anunciados em reatores nucleares e ainda poderá construir mais reatores. Os modelos das consultorias especializadas contavam com essa redução já a partir de 2025, que não ocorrerá mais. Isso deverá pressionar ainda mais a demanda por urânio das mineradoras. Contudo, com a produção em queda, quem poderá suprir? O call de urânio é muito simples e direto: é um mercado com demanda crescendo, oferta diminuindo, compradores praticamente insensíveis à cotação e preço do material a quase metade do custo de produção. Oportunidades assim não aparecem todos os dias, é bom aproveitar. Esse texto reflete a opinião do autor e não constitui uma sugestão, recomendação, indicação e/ou aconselhamento de investimento. Nenhuma decisão de investimento deve ser tomada com base nas informações ora apresentadas, cabendo unicamente ao investidor a responsabilidade sobre qualquer decisão que venha a tomar. As opiniões expressas nesta publicação são...

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Isso vai ser divertido

Como todos já sabem, minha recomendação tem sido de cautela já há algum tempo. Agora estamos diante de um cenário ímpar: a taxa de juros de um ano nos EUA está acima da taxa de juros na China pela primeira vez em quase 20 anos! O mundo é realmente cheio de surpresas, mas, com esse diferencial de taxa de juros, poderemos ver mais desvalorização da moeda chinesa em relação ao dólar americano. Isso, aliado à queda brusca do petróleo nos últimos meses, deve diminuir a inflação na principal economia do mundo. Como eu disse há algum tempo, adeus inflação (medida pelo Consumer Price Index – CPI) nos EUA. Pelo menos por enquanto. Consequentemente, acredito que o FED vá diminuir o ritmo de aumento de juros no próximo ano – isso não está “na conta” do mercado. 2019 pode realmente ser um ano muito bom para as...

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