BB Progressivo

Como é sabido, estamos sempre buscando oportunidades de investimento com uma relação risco x retorno favorável. Acreditamos ter encontrado mais uma, em um lugar pouco “vasculhado”. O mercado de FIIs (Fundos de Investimento Imobiliário) é relativamente novo no radar dos investidores brasileiros. Apesar disso, podemos garimpar algumas oportunidades que julgamos ser interessantes. Estamos montando uma posição no BBFI, um fundo imobiliário do Banco do Brasil. Esse fundo possui basicamente 2 imóveis, um no Rio de Janeiro (CARJ) e outro em Brasília (Edifício Sede I). O edifício de Brasília conta com 46.135 m², 23 andares e 27 pavimentos; já o do Rio de Janeiro tem 104.498 m², 9 blocos integrados pelo subsolo e mais 1 agência (fonte: https://tetzner.wordpress.com/2016/09/21/bbfi11b-bb-fundo-de-investimento-imobiliario-progressivo/comment-page-3/). São mais de 150.000m² de área nos dois mercados imobiliários mais caros do país (Rio e Brasília). Se fizermos uma conta simples, o valor do m² está saindo por cerca de R$2.200! R$2.200 pelo m² mais caro do país nos parece uma pechincha. Mas o negócio fica ainda melhor. O BBFI possui pouco mais de R$20 milhões em caixa e paga pouco mais de R$20/mês aos seus cotistas. Em cima de um valor de mercado da cota de R$2.540, o investidor hoje está recebendo 0,81% de rentabilidade líquida, o que dá quase 10% ao ano – líquido! Com a queda da taxa de juros, essa rentabilidade deve ficar ainda mais atrativa. E as boas notícias não param por aí. A maior parte do Edifício de Brasília está desalugada e essa rentabilidade de pouco mais de 0,8% a.m. pode subir ainda mais, em uma época em que a taxa de juros está caindo. Em resumo, estamos comprando dois ativos imobiliários nos mercados mais caros do país a cerca de R$2.200/m², recebendo uma rentabilidade líquida de 0,8% a.m. (com enorme potencial de valorização, caso os andares do Edifício Sede I sejam alugados) e ainda levando os R$20 milhões que o Fundo tem em caixa (equivalente a mais de R$150/cota) de graça. Parece-nos um negócio bem...

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COPOM e rentabilidade das carteiras

O COPOM, Comitê de Política Monetária do Banco Central, anunciou há pouco mais um corte na taxa de juros, como era amplamente esperado pelo mercado. A surpresa foi o tamanho do corte, de 75bps, acima dos 50bps esperado pelo mercado. Realmente havia espaço para um corte maior, já que a inflação fechou o ano de 2016 em 6.29%, abaixo do teto da meta estipulada pelo Banco Central, que é de 6,5%. Imaginamos que começarão as discussões sobre a imparcialidade do BC por cortar a taxa de juros acima do que era esperado pela maioria, a fim de “favorecer” o governo Temer. Discussões à parte, a verdade é que nossos clientes terão uma performance maravilhosa mais uma vez esse mês, com grande parte das carteiras alocadas em títulos prefixados e atrelados a inflação, com duration mais...

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Relatório de Final de Ano – 2016

Chegamos a mais um final de ano e gostaríamos, em primeiro lugar, de agradecer nossos clientes, colaboradores e funcionários. Foi um ano bastante atípico, tanto no Brasil como no exterior, com impactos inacreditáveis no mercado financeiro. Como sempre, começamos com a nossa tradicional previsão de que todos os analistas e economistas errarão suas previsões para 2017. Lembrando que no final do ano passado, era esperada uma queda no PIB (-2,95%), alta na inflação (6,87%), disparada no dólar (R$4,21) e queda da Bolsa. O que aconteceu foi uma queda de 3,50% do PIB (bem pior que o esperado), 6,40% de IPCA (melhor que o esperado), dólar a R$3,37 (muito melhor que o esperado) e uma alta da bolsa. Para o ano de 2017, são esperados uma alta no PIB de 0,50%, R$3,50/dólar a e inflação a 4.85%. Aguardemos! Tantas mentes brilhantes, com experiência e bastante recursos, usando programas sofisticados de computador não conseguem acertar dados macro, então não seremos nós que vamos tentar. Apesar disso, é importante ter em mente uma expectativa para o próximo ano e é o que faremos nas próximas linhas, juntamente com um apanhado dos acontecimentos mais relevantes do ano que passou. Como mencionamos, o ano de 2016 foi bastante atípico. Ele começou com uma queda expressiva na Bolsa de Valores no Brasil, disparada do dólar e piora em todos os indicadores. O Brasil realmente parou com a Lava-Jato e a expectativa de impeachment da então presidente Dilma. À medida que o impeachment ia ficando mais claro, mais o dólar caia, a Bolsa subia e os indicadores melhoravam. Após a confirmação do mesmo, houve um alívio nos mercados, que então pararam para realmente analisar a situação. Como mencionamos no nosso blog, ficamos muito felizes com o impeachment da presidente, mas os problemas do país ainda estão aí. Embora tenham aparentemente parado de piorar, instabilidades ainda persistem no cenário político nacional e uma cassação do chapa Dilma-Temer ainda é uma possibilidade. A Bolsa não tomou conhecimento e deu um salto da mínima de 37.511 em janeiro para a máxima de 64.924 pontos, perto do final do ano. O dólar acompanhou e caiu junto (alta do Real). Na Europa, o grande evento do ano foi o Brexit, que surpreendeu a quase todos. Segundo a grande mídia (totalmente tendenciosa), eram esperadas uma forte reação nos mercados, quebra de empresas na Inglaterra e até mesmo a Terceira Guerra Mundial!!! A guerra de desinformação foi realmente brutal, mas o Brexit acabou vencendo nas urnas. A Libra Esterlina acabou sendo punida, o ouro subiu para a estratosfera na Inglaterra e mais desvalorizações estão sendo esperadas. O Brexit já foi votado, mas ainda não aconteceu. É um risco e tanto para os mercados e vamos monitorar essa história de perto. Na Itália, no final do ano, o Referendo para a mudança da Constituição não passou. Os mercados reagiram com desconfiança por quase 5 horas, depois voltaram a subir (estamos nos perguntando o que precisa acontecer para as Bolsas caírem). O grande problema da Itália, para nós, são os bancos. O Monte dei Paschi, totalmente descapitalizado, é a primeira e maior ameaça ao sistema bancário italiano. Ele é a maior, mas não a única. Vários outros estão na linha e vamos ter problemas sérios mais à frente. Mais óbvios ainda do que os bancos italianos são os bancos espanhóis e portugueses. Recomendamos a todos que fiquem longe desses… Além disso, a imigração desenfreada para a Europa está causando sérios atritos entre os nativos e os recém-chegados. A cada dia tomamos conhecimento de uma história mais preocupante do que a outra, enquanto observamos uma corrosão...

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Update no mercado de ouro

Desde as eleições americanas, o ouro vem sofrendo perdas. Isso, após uma alta de mais de US$60/oz imediatamente após o resultado. Todo esse movimento definitivamente merece um update. Na nossa opinião, tamanha correção não faz sentido. Antes do resultado das eleições, Trump era esmagado pela mídia como a pior pessoa na Terra. Logo após o resultado, ele se transformou no melhor, o salvador da pátria! Torcemos pelo melhor, sempre, mas temos que ter uma análise fria da situação. Vamos agora tentar entender como será a presidência Trump. Caso ele decida realmente cumprir algumas de suas promessas de campanha, teremos um ambiente extremamente inflacionário (já há um novo termo para isso, o chamado “Trumpflation”). O autointitulado “rei das dívidas” disse que, apesar dele ter declarado bancarrota 4 vezes, os EUA não precisam quebrar, pois podem facilmente imprimir mais moeda e pagar a dívida. Obviamente, mais impressão de dinheiro significa mais dinheiro e, consequentemente, menor valor – o que impulsionaria o preço do ouro. Como ele propõe gastos enormes com os militares e em infraestrutura, além do corte nos impostos, o déficit fiscal gerado será enorme. Provavelmente deixará os US$900 bilhões do Obama no chinelo. E olha que na época do Obama, além do FED, também havia os chineses e japoneses comprando os bonds americanos – hoje esse não é mais o caso. A inflação ainda não explodiu nos EUA, porque quase US$2 trilhões em reservas estão parados nos bancos, sendo remunerados a 0,5% a.a., e a falta de confiança na economia reduz o apetite por novos investimentos. A velocidade da moeda – o quão rápido a moeda troca de mão numa economia num dado período de tempo – desmoronou (vide Gráfico 1) e isso manteve a inflação comedida. Gráfico 1: Velocidade da Moeda   Mas estamos vendo sinais de que a inflação está voltando a mostrar suas garras (há vários meses a inflação está acima do limite imposto pelo próprio FED de 2% a.a.) e, se isso se confirmar, as pessoas tendem a começar a gastar esse dinheiro para evitar uma diminuição no seu poder de compra. Trata-se de um movimento reflexivo que poderia acelerar ainda mais a inflação, causando uma alta nos juros, consequentemente uma alta no preço do dólar e trazendo uma queda absurda nos mercados acionários dos EUA. Isso faria com que o FED abaixasse os juros para tentar resgatar o S&P500 a economia. Mas voltando agora ao tópico em questão, o ouro, vimos duas coisas importantes acontecerem na noite do resultado das eleições nos EUA. A primeira foi o governo indiano, um dos maiores consumidores de ouro do mundo, banir as notas de 1.000 e 500 rúpias (falamos sobre isso em outro post). Com essa medida, o ouro disparou na Índia, sendo cotado a mais de US$2.000/onça (contra US$1.160 hoje nos EUA) – um enorme prêmio. Além disso, surgiram rumores de que o governo indiano também iria proibir a importação de ouro. Isso causou desconforto e uma pressão vendedora grande no metal. Acreditamos que se o governo indiano realmente impuser uma barreira para a importação de ouro, a única coisa que irá acontecer será o aumento do ouro contrabandeado para lá. Isso já foi tentado várias vezes na Índia, sem o menor sucesso. Essa não seria a primeira vez… A segunda foi Stanley Druckenmiller, um dos investidores mais bem-sucedidos no mundo, dizer que havia vendido sua posição em ouro, porque acreditava que as razões pelas quais ele havia comprado já não faziam mais sentido. Aqui na L2 Capital, gostamos de investir em valor, ou seja, algo cujo preço esteja abaixo do valor percebido. Achamos essa estratégia...

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Do inferno ao céu

Investidores estão bastante animados depois das eleições americanas. A vitória de Trump, que antes parecia o inferno, rapidamente virou o paraíso! Ações dispararam no mundo inteiro e o dólar foi junto. Como não podia deixar de ser, temos uma visão de oportunidade. Semana passada, como já dissemos, voltamos a comprar alguns bonds que havíamos vendido a preços convidativos. Estamos pensando agora em shortear algumas ações. A grande verdade é que o governo Trump é uma incógnita. Ninguém sabe o que virá, mas o mercado está precificando tudo como se viesse à perfeição – o que nunca acontece. Tivemos o exemplo da Tesla no ano passado, quando dissemos que foi o short do ano (http://l2capital.com.br/pt/tesla-o-short-do-ano/) ao ganharmos cerca de 40%. Naquele momento, dissemos que a Tesla estava precificada para a perfeição – hoje é o mercado em geral que está! Achamos interessante a mudança de governo e estamos estudando as possíveis consequências para o mercado com Trump. Há bastante especulação sobre o plano de gastos do novo governo (principalmente com os militares e infraestrutura) e, apesar de ainda não ter sido divulgado, já causa uma alta impressionante nas bolsas mundiais. Segundo analistas, a inflação finalmente vai aparecer e isso é bom para os bancos (…). Mas vale a pena “especular” um pouco sobre as saídas. Caso o plano de Donald Trump realmente seja aprovado no Congresso (e essa ainda é uma dúvida pertinente, que poucos parecem estar levando em conta), duas coisas podem acontecer: 1- O FED aceita bovinamente o aumento de dívida e o preço do ouro dispara, com a queda do dólar. 2- O FED joga duro, tenta lutar contra uma inflação já presente e uma expectativa de inflação ainda maior, e sobe os juros. Isso realmente levaria a uma alta no dólar e a um pânico nos mercados. Bonds, especialmente de mercados emergentes, sofreriam bastante. O ouro provavelmente cairia em um primeiro momento, mas subiria com a busca por proteção e segurança. Vamos monitorando o desenrolar dessa história e postando novas ideias nesse blog. De qualquer maneira, achamos que o mercado está bem otimista e é bom ser cauteloso nessas...

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Voltando às compras

Voltamos a comprar bonds hoje. Em alguns portfolios com maior apetite ao risco, incluímos também bonds do Mexico em pesos (e não em dólares), apostando na apreciação da moeda mexicana. Como disse uma vez Warren Buffett, devemos ser gananciosos quando o mercado é medroso e medrosos quando o mercado é ganancioso. Partilhamos dessa teoria e, por isso, tomamos essa decisão. A vitória de Trump nas eleições norte-americanas foi sem dúvida, para a maioria, um evento surpreendente. Trump venceu um Bush nas primárias e uma Clinton na eleição geral – um feito histórico! Mencionamos isso no nosso post de ontem, mas vale a pena reforçar: os efeitos ainda vão aparecer. Não há como saber como será a administração Trump e não devemos nos precipitar em decisões que podem custar caro mais  à frente. Após as eleições, o preço do cobre disparou, assim como ações (especialmente as de bancos e biotecnologia, que sofreram antecipadamente com uma possível – e provável – vitória da Hillary Clinton e dos custos adicionais para esses setores, com o aumento da regulamentação e interferência governamental), enquanto que o preço dos bonds desmoronou, tal como as moedas do mundo inteiro (dólar mais forte). Achamos o movimento demasiado e vimos oportunidades em alguns bonds que vendemos há apenas algumas semanas. Então, decidimos voltar às compras! No nosso racional, vai ser muito difícil o novo presidente tirar os EUA (e, por falar assim, o mundo) do maior problema que persiste há anos: uma taxa de crescimento aquém do desejado! Há quem diga que os EUA estão entrando em uma recessão e vários números apoiam essa tese, de forma que não há como a taxa de juros lá subir muito. Acreditamos que uma alta de 0,25% virá em dezembro, mas não será seguida por outras no embalo. Deste modo, o investimento em bonds no momento pode se provar lucrativo. Ainda temos uma posição short em ações e mantemos boa parte dos portfolios em cash, para aproveitar futuras oportunidades....

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