Como se preparar para um possível ajuste

Havia um time de futebol em Minas Gerais que estava indo muito bem. Ganhava títulos importantes e conseguia mais torcedores ano após ano. A confiança na equipe e nos dirigentes era muito grande e todos diziam que o time era “incaível”, um neologismo que fazia referência à impossibilidade de a equipe ser rebaixada à segunda divisão do campeonato nacional. E ninguém apostaria nisso, afinal, o time tinha acabado de ser bicampeão da Copa do Brasil e era um dos favoritos para ganhar o Campeonato Brasileiro de 2019 ou qualquer título que viesse a disputar no ano. Um verdadeiro case de sucesso. Como vocês podem imaginar, estou falando sobre o Cruzeiro. Em meados do ano passado foi revelada uma série de irregularidades em contratações, desvio de verbas, dívidas altas e até indícios de lavagem de dinheiro. Infelizmente para esse time, em que tudo ia de vento em popa, a confiança foi quebrada fazendo com que, do dia para a noite, todos perdessem a confiança na equipe e nos dirigentes. Após o escândalo, mais denúncias surgiram, descontentamento com técnicos, jogadores e vários outros problemas vieram à tona. O final da história já sabemos, mas as lições ficam. O mundo inteiro hoje está surfando uma onda de prosperidade, em que os bancos centrais estão mascarando os problemas por meio da impressão desenfreada de dinheiro. Há uma confiança incrível na capacidade dos banqueiros centrais de resgatar a economia e não deixar que um colapso aconteça. Impressão de dinheiro nunca funcionou na história da humanidade. Desde os tempos romanos, imperadores tentavam reduzir os valores das moedas misturando outros metais no lugar de ouro, prata e bronze. Ou seja, desvalorizavam a moeda, já que não era possível imprimi-la. Os efeitos imediatos eram quase sempre satisfatórios, mas uma conta absurda chegava logo mais à frente. Uma vez que a confiança no sistema era quebrada, a inflação aparecia rapidamente e as consequências eram desastrosas.  Os problemas que existiam no mundo no final do século passado ainda são os mesmos que estão aí hoje, só que menores. Na época do crash da internet, o Fed reduziu a taxa de juros para 1% a.a. por cerca de 2 anos, depois a aumentou aos poucos. Isso causou uma bolha ainda maior, a imobiliária. Para tentar resolver o problema da bolha imobiliária, o Fed abaixou a taxa para zero e a deixou lá por quase 10 anos. Além disso, ainda foram impressos trilhões de dólares por meio dos programas de QE e Operação Twist. Os problemas do mercado financeiro estão aí, para qualquer um que queira olhar possa enxergar. Mas hoje todos confiam na capacidade dos bancos centrais de postergar o inevitável. O problema é que a confiança é algo que se perde rapidamente e deixa efeitos catastróficos ao ser perdida. Qual seria a defesa contra um problema no mundo? Eu tenho um palpite: o ouro. O ouro era dinheiro há 3 mil anos, é dinheiro hoje e suspeito que continuará sendo por muito mais tempo. É um seguro que devolve o dinheiro investido no longo-prazo com correção. E a hora de se comprar um seguro é justamente quando a confiança está nas máximas e a situação não deveria inspirar segurança. No futebol, nas finanças e na vida, é importante saber que não há almoço grátis e excessos são corrigidos eventualmente. Disclaimer: Esse texto reflete a opinião do autor e não constitui uma sugestão, recomendação, indicação e/ou aconselhamento de investimento. Nenhuma decisão de investimento deve ser tomada com base nas informações ora apresentadas, cabendo unicamente ao investidor a responsabilidade sobre qualquer decisão que venha a tomar. O autor detém e negocia...

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Carta de Final de Ano – 2017

Chegamos a mais um final de ano e gostaríamos, em primeiro lugar, de agradecer nossos clientes, colaboradores e funcionários. Foi um ano espetacular e riquíssimo em experiências e rentabilidade. Nossa previsão de sempre se mostrou verdadeira mais uma vez. Então, para não falhar, vamos repeti-la esse ano: todos os analistas, economistas e estrategistas vão errar as previsões para 2018! Essa nunca falha!!! No ano passado, a previsão para 2017 era de um dólar na casa dos 3,50, inflação dentro da meta e juros de dois dígitos. E o que tivemos? Dólar na casa dos 3,30, inflação muito abaixo do limite inferior da meta e a menor taxa de juros da era Real. Não vamos pegar nenhum relatório de um banco ou corretora específico, mas de acordo com o Focus, para 2018 espera-se uma inflação de 3,96%, dólar a 3,32 e PIB de 2,68%. Veremos o resultado em um ano… Do lado que realmente importa, mais um ano termina e mais uma vez temos uma das melhores rentabilidades nos mercados globais. Nossas carteiras no exterior subiram quase 20% em 2017. Sem dúvida, uma grande realização, especialmente se consideramos a composição das carteiras, que têm em média 40% dos ativos em cash e com pouco risco. O mercado brasileiro está focado em dois temas: reforma da previdência e eleições. Achamos as preocupações demasiado sérias para o momento. A primeira, a reforma da previdência, não será de fato uma reforma e sim um pequeno ajuste na idade mínima para aposentadoria. Ainda que passe, pouco impacto deve ter no curto prazo com relação ao que realmente preocupa, o índice Endividamento/PIB. Com relação a segunda delas, as eleições, também temos uma visão fora da curva: apesar da candidatura Lula ainda estar aberta (julgamento em janeiro de 2018), ainda é cedo para saber quem serão mesmo os candidatos. E, pior ainda, na nossa opinião, não interessa quem ganhe, afinal o país ainda terá um Congresso similar ao que está aí, com pouquíssima renovação, sobretudo dos caciques. Achamos que ainda existem riscos vindos de fora que podem afetar o país. Assim, apesar do desempenho estelar do nosso fundo multimercado em dezembro (quase 300% do CDI) e da boa rentabilidade das carteiras de renda fixa (acima de 150% do CDI no ano), estamos não só tirando o pé do acelerador, como já mencionamos há alguns meses, mas também pisando levemente no freio. Diminuímos substancialmente o risco nos portfolios, alocando a maior parte em LFTs. Achamos prudente sermos medrosos quando o mercado inteiro está confiante, em meio a previsões para a Bolsa em 2018 variando de 90.000 até 150.000 pontos. Como disse certa vez Warren Buffett, devemos ser medrosos quando os outros estão confiantes e confiantes quando estão medrosos. Continuamos a focar nossas energias no mercado externo, onde vemos as melhores oportunidades. Além da segurança jurídica, da moeda forte, das inúmeras possibilidades de investimento (o Brasil representa somente 1% do mercado financeiro global), do Plano B, há ainda a possibilidade de repatriação de recursos nos EUA num montante superior a US$400 bilhões, o que poderá fortalecer o dólar. Os temas que vamos acompanhar no ano que começa serão bem simples: potencial de alta para o gás natural, o urânio, o mercado russo (contrarian) e a platina. De novo, somos focados em valor e gostamos de investir em temas simples, que entendemos e que possuem um alto potencial de valorização. Como de costume, estamos muito confiantes no investimento em ouro, especialmente em tempos turbulentos como os que estamos vivendo. Bolhas para todos os lados ou, como dizemos, a bolha de tudo. Bitcoin batendo novos recordes, quadros sendo vendidos a...

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O que fazer agora?

Ninguém gosta de ser o “Profeta do Apocalipse”, o estraga-prazeres, mas sem dúvida a situação mundial merece cautela. A lista de bilionários que preveem uma queda acentuada nos mercados acionários continua aumentando e eles merecem ser ouvidos. Estamos falando de grandes nomes, como Bill Gross, Jeffrey Gundlach (o atual rei dos bonds), Carl Icahn, etc. Ainda estamos tentando achar uma métrica, segundo a qual os mercados acionários não pareçam estar superavaliados, mas ainda não logramos sucesso. Um dos índices mais interessantes de se acompanhar é o Índice PE de Shiller, que ajusta o indicador Preço/Lucro aos ciclos econômicos. Hoje ele se encontra acima de 30, quase o dobro da média, que é 16,8, algo que só ocorreu duas vezes na história, em 1929 e em 2000, ambas no auge das respectivas bolhas. E isso ainda é pouco, em nossa opinião. Com as baixas taxas de juros nos EUA por quase dez anos, as empresas emitiram dívida a um custo muito baixo e utilizaram os recursos para comprar suas próprias ações, aumentando os lucros por ação e, consequentemente, reduzindo os indicadores de Preço/Lucro. Obviamente, isso terá um custo enorme no futuro. Em vez de aproveitarem o dinheiro barato para investir em produtividade, diferencial competitivo, novas máquinas e equipamentos, etc, as empresas o usaram para aumentar artificialmente os preços de suas ações e, claro, pagar gordos bônus aos seus executivos. Um clássico exemplo de conflito de agência. Com a alta nas taxas de juros, esse custo de dívida começa a aumentar, atingindo os lucros em cheio, ao mesmo tempo em que diminui o apetite das empresas por buybacks (recompra de ações). Vale lembrar que os maiores compradores de ações nos últimos anos foram as próprias empresas e uma vez fora do mercado, haverá pouco espaço para um re-rating das ações. Agora imagine o cenário inverso: as empresas com dívida alta e sem recursos em caixa, vendendo ações, juntamente com todos os outros investidores,  para poder honrar o serviço dessas dívidas. O cenário não é benigno. Vale lembrar que no crash de 2000 não houve um trigger, não houve um evento-chave, simplesmente o último comprador disponível entrou no mercado e não houve outra pessoa para continuar sustentando os preços. De repente o mercado caiu 10%, depois 20% e, pouco tempo depois, o Nasdaq já havia caído quase 80%. E os sinais da bolha estão por todas as partes: a Argentina, país que pediu moratória 5 vezes no último século, a mais recente em 2014, emitiu há pouco tempo quase US$3 bilhões em dívida de 100 anos com taxa de juros de 8% ao ano. O VIX, índice que mede o “medo” do mercado, está bem próximo à mínima histórica atingida há poucas semanas, de 8,84 – vale lembrar que ele estava acima de 80 durante a última crise. A Tesla, empresa que consegue ter prejuízos bilionários todo ano, emitiu semana passada US$1,8 bilhão (20% a mais que o inicialmente pensado, devido à enorme demanda) em bonds pagando menos de 6% ao ano. O Netflix, outra empresa que só queima caixa, também captou recursos recentemente no mercado com yields ainda mais baixos, de apenas 3,.625%. Como se não bastasse, ainda temos um pouco de emoção pela frente. Ameaça de guerra com a Coreia do Norte; instabilidade na administração Trump; dívidas no mundo inteiro estão atingindo máximas históricas, ao mesmo tempo em que os juros começam a subir; os bancos europeus estão no limite da solvência, com o Deutsche Bank representando o maior risco ao setor financeiro mundial,  enquanto os bancos espanhóis e italianos estão com sérios problemas; a Grécia precisará de um novo...

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Como lucrar em um mercado conturbado

Os principais índices acionários dos Estados Unidos fecharam mais um mês estabelecendo novos níveis recordes, apesar de indicadores econômicos não convincentes e do vislumbre de mais uma subida no FED funds rate. Ao mesmo tempo, a volatilidade tem se mantido em patamares historicamente baixos, o que assusta. O mais interessante seja talvez notar que além dos fundamentos econômicos não sustentarem a exuberância dos mercados, o front político também não deveria inspirar nenhuma empolgação. Domesticamente, os EUA vivem momentos de indecisão com um governo muito questionado, que ainda não demonstrou ter o apoio parlamentar necessário para cumprir suas promessas. Externamente, crescem as tensões na península coreana, que colocam os gigantes da geopolítica mundial em lados opostos do tabuleiro. Os EUA e o Japão, incomodados com as provocações, ameaças e demonstrações bélicas do governo de Pyongyang, engrossam o discurso e prometem reagir. Ao mesmo tempo, a China, principal aliada dos norte-coreanos, insiste numa saída diplomática e apoia o regime de Kim Jong-un, embora retoricamente o critique pelos seus testes nucleares e balísticos. Rússia, que também faz fronteira com o combativo país, tal como o governo de Beijing, recusa-se a promover um isolamento econômico, como proposto por Washington, e teria até movimentado tropas em direção à fronteira como demonstração da oposição a qualquer ação militar norte-americana na região. Os bancos espanhóis e italianos seguem com problemas e falta de liquidez, embora isso não seja mais noticiado pelas agências de notícia. Tampouco a situação grega, que nunca se resolveu e deve ressurgir novamente com mais uma impossibilidade desse país honrar os compromissos estabelecidos da última vez. O Deutsche Bank, que segundo o FMI é a maior ameaça financeira para a estabilidade mundial, também segue com sua posição absurda em derivativos. De alguma forma, isso saiu do radar das pessoas. Porto Rico, um estado americano, também declarou bancarrota (há especulações de quem será o próximo). Com baixo crescimento, welfare state, grande número de desempregados (ou subempregados), alta dívida e juros subindo, não faltam candidatos. Conflitos no Iêmen, Mar da China, Coréia e Ucrânia não aliviam as tensões. Sem contar com os inúmeros ataques terroristas nas principais cidades europeias, que põem em risco a recuperação econômica dessas regiões (vários voos para Londres foram cancelados após os atentados de sábado). Bolhas absurdas em empresas de tecnologia nos EUA (leia-se Amazon, Netflix, Uber, Tesla e afins), bolhas imobiliárias no Canadá e Austrália e os inúmeros problemas na China só aumentam nossa percepção de que agora deveria ser um momento de cautela. Acreditamos que a passividade dos mercados diante de tais circunstâncias inspira ainda mais cuidado e reforça nossa visão de que uma abrupta virada, quando ocorrer, será brutal. É impossível prever o quando, mas conseguimos ver com clareza que o nível de alavancagem dos mercados está subindo. O Brasil não está fora do mundo e participa diretamente dos acontecimentos mundiais. Sem dúvida, acontecimentos em outras partes tem impacto forte aqui.Não bastasse isso, como mencionamos no começo do ano, ainda temos nossos próprios problemas, como a possível cassação da chapa Dilma-Temer, a falta de ímpeto do Congresso em passar as devidas reformas, a retomada da economia, etc. Como somos gestores, temos que tirar proveito da situação como a vemos. A turbulência nos mercados brasileiros no dia 18 de maio trouxe oportunidades em ativos negociados no exterior e, dias depois, acrescentamos à carteira uma posição em bonds da Eldorado Brasil Celulose, empresa de propriedade da J&F Participações, que também é uma das donas da JBS. Detentora da maior fábrica de celulose em linha única do mundo, com privilegiada localização, logística competitiva e autossuficiência energética, a Eldorado é operacionalmente bem...

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Oportunidades de início de ano

Estamos acompanhando o mercado e as inúmeras oportunidades que se apresentam. Após um forte rally desde as eleições, os índices acionários dos EUA estão esticados, na nossa opinião. Assim, um trade óbvio seria comprar VIX (CBOE Volatility Index) e vender o S&P500 ou IWM (iShares Russel 2000 ETF). Tentando ser um pouco mais criativos, estamos comprando puts de CAT (Caterpillar Inc.) e de NVDA (Nvidia Corp) para as contas que aceitam um pouco mais de risco, assim como comprando calls de FXB (Currency shares British Pound Sterling Trust). Achamos que a libra esterlina já apanhou bastante e a única coisa que aconteceu na Inglaterra após o Brexit foi o país crescer mais e mais! Também estamos shorteando os Bunds, por achar que seus yields estão bem abaixo da taxa normal de inflação na Alemanha. Apesar de várias oportunidades no México, estamos monitorando a situação com cuidado. Lembrando que os EUA correspondem a praticamente 80% das exportações desse país. Continuamos com posições em ouro e prata e estamos confortáveis com elas. As mineradoras que temos em carteira já subiram quase 20% desde o nosso relatório no dia 13 de dezembro. Nossa posição talvez mais controversa seja a compra de ações no Japão (Nikkei) em dólar. Achamos que as ações nesse país estão relativamente baratas e, com o BOJ comprando quase 6% do fluxo todo ano (ou seja, reduzindo a oferta), uma alta é esperada. Nossa posição em bonds continua com duration baixo e pretendemos mantê-la assim para todas as contas. Como mencionamos no nosso blog do dia 19 de dezembro, esperávamos uma valorização dos títulos de 10 anos nos EUA, que ocorreu (e continua ocorrendo). Apesar disso, não estamos bullish em bonds e podemos ver ainda esse ano uma alta considerável nos yields. Cautela nessas horas sempre é...

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Relatório de Final de Ano – 2016

Chegamos a mais um final de ano e gostaríamos, em primeiro lugar, de agradecer nossos clientes, colaboradores e funcionários. Foi um ano bastante atípico, tanto no Brasil como no exterior, com impactos inacreditáveis no mercado financeiro. Como sempre, começamos com a nossa tradicional previsão de que todos os analistas e economistas errarão suas previsões para 2017. Lembrando que no final do ano passado, era esperada uma queda no PIB (-2,95%), alta na inflação (6,87%), disparada no dólar (R$4,21) e queda da Bolsa. O que aconteceu foi uma queda de 3,50% do PIB (bem pior que o esperado), 6,40% de IPCA (melhor que o esperado), dólar a R$3,37 (muito melhor que o esperado) e uma alta da bolsa. Para o ano de 2017, são esperados uma alta no PIB de 0,50%, R$3,50/dólar a e inflação a 4.85%. Aguardemos! Tantas mentes brilhantes, com experiência e bastante recursos, usando programas sofisticados de computador não conseguem acertar dados macro, então não seremos nós que vamos tentar. Apesar disso, é importante ter em mente uma expectativa para o próximo ano e é o que faremos nas próximas linhas, juntamente com um apanhado dos acontecimentos mais relevantes do ano que passou. Como mencionamos, o ano de 2016 foi bastante atípico. Ele começou com uma queda expressiva na Bolsa de Valores no Brasil, disparada do dólar e piora em todos os indicadores. O Brasil realmente parou com a Lava-Jato e a expectativa de impeachment da então presidente Dilma. À medida que o impeachment ia ficando mais claro, mais o dólar caia, a Bolsa subia e os indicadores melhoravam. Após a confirmação do mesmo, houve um alívio nos mercados, que então pararam para realmente analisar a situação. Como mencionamos no nosso blog, ficamos muito felizes com o impeachment da presidente, mas os problemas do país ainda estão aí. Embora tenham aparentemente parado de piorar, instabilidades ainda persistem no cenário político nacional e uma cassação do chapa Dilma-Temer ainda é uma possibilidade. A Bolsa não tomou conhecimento e deu um salto da mínima de 37.511 em janeiro para a máxima de 64.924 pontos, perto do final do ano. O dólar acompanhou e caiu junto (alta do Real). Na Europa, o grande evento do ano foi o Brexit, que surpreendeu a quase todos. Segundo a grande mídia (totalmente tendenciosa), eram esperadas uma forte reação nos mercados, quebra de empresas na Inglaterra e até mesmo a Terceira Guerra Mundial!!! A guerra de desinformação foi realmente brutal, mas o Brexit acabou vencendo nas urnas. A Libra Esterlina acabou sendo punida, o ouro subiu para a estratosfera na Inglaterra e mais desvalorizações estão sendo esperadas. O Brexit já foi votado, mas ainda não aconteceu. É um risco e tanto para os mercados e vamos monitorar essa história de perto. Na Itália, no final do ano, o Referendo para a mudança da Constituição não passou. Os mercados reagiram com desconfiança por quase 5 horas, depois voltaram a subir (estamos nos perguntando o que precisa acontecer para as Bolsas caírem). O grande problema da Itália, para nós, são os bancos. O Monte dei Paschi, totalmente descapitalizado, é a primeira e maior ameaça ao sistema bancário italiano. Ele é a maior, mas não a única. Vários outros estão na linha e vamos ter problemas sérios mais à frente. Mais óbvios ainda do que os bancos italianos são os bancos espanhóis e portugueses. Recomendamos a todos que fiquem longe desses… Além disso, a imigração desenfreada para a Europa está causando sérios atritos entre os nativos e os recém-chegados. A cada dia tomamos conhecimento de uma história mais preocupante do que a outra, enquanto observamos uma corrosão...

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