FUNO again

Just a quick note about our post on November 2nd, in which we talked about Fibra Uno (FUNO). At that time, we mentioned to our readers that we believed the Mexican REIT offered value at low risk. You can revisit our post here, but basically we thought that FUNO offered a cheap and less risky opportunity to someone who needs income.  The FED has become more dovish on interest rates in the US, and the Mexican Peso has strengthened, despite López-Obrador. FUNO is still buying its own shares, as a great way to increase returns for their investors (we were against most companies’ shares buyback over the last few years, but FUNO is different and we explained it in our post). Besides, 2 new strategic alliances have been signed and FUNO acquired another 21% of Torre Mayor, bringing its stake in the most iconic building in Mexico to 70%, at a cash return of 8% per annum in USD. Many people criticized our investment at the time because of the risks involved in investing in Mexico. According to some of them, we should have invested in the US. Well, the US markets have sold off since and Fibra Uno’s shares are up by more than 12%. On top of that, we got a 10% dividend return (approximately 2.5% per quarter), an investment in properties at half the price and we got the bonus of the Mexican peso, which got stronger. All in all, we have got ourselves a nice 20%+ return in USD in only 2...

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Isso vai ser divertido

Como todos já sabem, minha recomendação tem sido de cautela já há algum tempo. Agora estamos diante de um cenário ímpar: a taxa de juros de um ano nos EUA está acima da taxa de juros na China pela primeira vez em quase 20 anos! O mundo é realmente cheio de surpresas, mas, com esse diferencial de taxa de juros, poderemos ver mais desvalorização da moeda chinesa em relação ao dólar americano. Isso, aliado à queda brusca do petróleo nos últimos meses, deve diminuir a inflação na principal economia do mundo. Como eu disse há algum tempo, adeus inflação (medida pelo Consumer Price Index – CPI) nos EUA. Pelo menos por enquanto. Consequentemente, acredito que o FED vá diminuir o ritmo de aumento de juros no próximo ano – isso não está “na conta” do mercado. 2019 pode realmente ser um ano muito bom para as...

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Have we reached the limit yet?

Last month we saw the FED raising rates for the 8th time in the last 3 years, now to 2-2.25% per annum. Also, this month, the FED, as widely announced, increased its Quantitative Tightening (QT) program do US$50 billion per month, in order to reduce its inflated balance sheet. With higher rates and more QT, the US Government will have difficulties rolling over its debt, now above US$21 trillion – with the majority of the debt coming due in the next 5 years. Add to this, the fact that over the next 5 years, corporates need to refinance about US$4 trillion of their outstanding debt, which should increase competition for funds and put even more pressure on rates – and, maybe, investors will become more selective with their purchases (think about that juice high yield bond, paying the stunning 6% amount)… I believe it is worth mentioning that Netflix, a cash-burning entity, raised US$800 million this week issuing a bond paying 6.375% (against expectations of 6.25%) – the euro-tranche was on par with expectations. The yields are starting to move, even though slightly. As we know, risk starts slowly, then happen all at once. I have written about Netflix before, but will talk more about it later on. But whilst we are at the subject of rates, I found important to remind everyone that the FED raised rates “only” 6 times in 1999-2000 before bursting the bubble it had created. It´s been 8 times already in this cycle… and counting. Besides, the FED has increased its bond sales (Quantitative Tightening) this month to USD50 billion per month, nothing to sneeze at. The stock market is starting to feel uneasy and president Trump is already lashing out on Powell, “saying the head of the nation’s central bank threaten U.S. economic growth and appeared to enjoy raising interest rates”. Trump is obviously not happy with the direction of the rates in the US, and the higher rates are threatening to derail this bull market that has lasted for over 10 years now – one of the longest in US history. The tax reform, enacted at the end of last year, gave the markets a boost, but they are unlikely to help next year and the comparisons will start to weigh in. Besides, and I have written about it before, corporations used this boost to increase share buybacks, instead of investing in new technologies and increasing efficiency. By the time the bear market arrives, and it always does, these companies will be loaded with debt and not able to compete with more lean and efficient new entrants (being new companies or companies from other countries). Also, these companies will be forced to service the debt (some of them are already failing to do that) at a time when interest rates are higher, sales are down and competition is fiercer. Who knows, maybe they will have to sell shares (together with everyone else) to pay off debt – not a rosy picture. And debt is what is not missing in this environment. Consumer debt, corporate debt, government debt, student loans and credit card loans are all at record levels. Maybe Trump´s actions have been designed to counter the FED hikes. But the hikes are going to be here for a while, and the tax cuts will have most of its effects this year. It is difficult to see how the economy can do well with lots of debt, at a moment when interest rates are rising and there are high health care costs – and inflation in general – reducing the amount of...

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Relatório trimestral da Tesla

Na quarta-feira, após o fechamento do mercado, a Tesla divulgou seus resultados referentes ao terceiro trimestre. Como eu já havia mencionado nesse blog, os números provavelmente seriam muito bons – e seria a última vez que a Tesla conseguiria reportar números assim. Eu ia me abster de escrever sobre os números da empresa, mas como estou vendo vários analistas (tietes) escrevendo as coisas mais absurdas sobre a empresa, resolvi registrar nessas linhas meus comentários. A parte boa todos já sabem, já que foram propagandeadas aos 4 ventos, mas agora vamos à realidade: houve uma melhora absurda no lucro operacional da empresa, acima de US$1 bilhão no trimestre. Isso com a venda de apenas 43 mil carros a mais, sendo que a maior parte são Model 3, que tem um preço menor. Isso corresponde a mais de US$23 mil de lucro operacional por carro vendido!!! Haja eficiência (por parte do contador, claro). Aliás, vale lembrar que o chefe da contabilidade pediu demissão há pouco – vai ver ele descobriu o que viria em seguida e não quis associar seu nome a esse escândalo. Esse foi o segundo chefe de contabilidade a sair da empresa somente em 2018. SG&A, diminuiu no trimestre. Sério? A empresa aumentou suas receitas em mais de 70% e as despesas comerciais e administrativas caíram? Contas a receber subiram (absurdamente) e a depreciação desmoronou. Tudo muito estranho, pra dizer o mínimo. Eu acompanho vários relatórios de consumidores da Tesla e existem milhares de reclamações, como recebimento de pagamento pelo carro e não entrega do mesmo, carros com defeitos saindo da fábrica, etc – nada dessa realidade foi mostrada no último relatório trimestral da empresa. Tudo isso representa problemas para a empresa, mas esse foi o trimestre mais lindo da história da Tesla. Infelizmente, para os bulls (os que estão otimistas com a empresa) acredito que também será o último. Obviamente, o CFO sabe disso e aproveitou para exercer suas opções, que só venceriam em 2022. Eu imagino que os diretores das empresas, em geral, tenham um conhecimento muito acima do mercado sobre a empresa onde atuam. Se a Tesla se tornasse realmente lucrativa e essa condição se repetisse, era de se esperar que as ações fossem disparar nos próximos meses e anos – então, por que exercer suas opções agora? A empresa continua fabricando menos de 5 mil Model 3 por semana, apesar de dizer que tem capacidade para produzir mais de 7 mil. Por que será isso? Como também já mencionei, acho que a demanda está acabando. Uma coisa é a demanda por um carro elétrico que custaria US$35 mil, outra é a demanda por um carro elétrico com defeito que custa acima de US$50 mil. Logo, logo os analistas vão se dar conta disso. A verdade é que a Tesla continua precisando de capital e essa foi provavelmente a última cartada de Musk para tentar impressionar o mercado e conseguir o tão necessitado recurso para manter a empresa rodando. A Solar City já se foi e acredito que a Tesla venha em...

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Parte 1 de 3: Conversa com Stanley Druckenmiller

Semana passada estive em uma Conferência privada em Nova Iorque, onde estavam, dentre outros, Stanley Druckenmiller e Bill Ackman (quando esse fez seu primeiro pitch de compra da Starbucks e anunciou que havia investido na empresa). Sempre admirei Druckenmiller e ele foi uma das pessoas que me fizeram entrar nesse ramo. Sua clareza e simplicidade ao conversar se destacam em meio a vários outros gestores e economistas. Ele tem sem dúvida o melhor track record no setor. Por 30 anos, entregou resultados médios na casa dos 30%, sem nunca ter tido uma queda anual. Realmente impressionante! Ele era o gestor de fundos do Quantum Fund, de George Soros, quando esse fez sua aposta bilionária contra a libra esterlina. A tese de investimento e a posição inicial foram de Druckenmiller – Soros gostou tanto da tese que resolveu investir todo o patrimônio do fundo nesse trade e ainda alavancar, o que fez com que eles ganhassem mais de US$1 bilhão com essa posição em um curto espaço de tempo. Druckenmiller veio com a tese, Soros levou a fama – sem dúvida, também merecida. Druckenmiller é famoso por mudar suas posições rapidamente, sem criar vínculos ou apegos emocionais com elas. É um trader, em sua essência. Segundo o próprio, “provavelmente, uma dos meus maiores ativos nesses últimos 30 anos é que eu sou bastante “cabeça-aberta” e posso mudar minha opinião rapidamente”. Existem vários casos que eu poderia mencionar, mas o mais emblemático e recente foi com o ouro – eu, particularmente, acompanhei esse de perto, pois estava investido no metal. No final de 2017, Druckenmiller havia posicionado seu Family Office, o Duquesne Capital Management, em ouro. Não somente em ações, mas também em calls (opções de compra) – foi um investimento bastante arrojado, eu diria. Horas após o resultado das eleições, ele já havia vendido toda a sua posição e disse que os motivos pelos quais ele comprou, não estavam mais lá e manter essa posição não fazia mais sentido. E assim, sem a menor dor na consciência, ele resolveu vender. Ao final de janeiro, ele já havia refeito sua posição e comprado mais ouro. Muitas pessoas esperam ansiosas pelo seu formulário 13-F – os formulários 13-F são aqueles em que os maiores gestores do mundo divulgam suas posições em ações americanas para a SEC (a CVM americana). Druckenmiller diz que isso não funciona para as pessoas que querem acompanhá-lo, pois, quando os formulários forem reportados à SEC, ele provavelmente já terá mudado de posição. Escreverei três artigos essa semana e os publicarei nos próximos dias sobre as visões dele sobre mundo, trading, política e, claro, sobre o Brasil. Esse será o primeiro da série. Pois então, vamos direto ao assunto. Segundo Druckenmiller, estamos fazendo uma transição de uma situação em que o dinheiro era praticamente “de graça” para uma em que há um custo, embora pequeno. Essa mudança tornará o mundo bem diferente daquele ao qual estamos acostumados e as consequências serão imprevisíveis (embora tenha algumas posições interessantes). Assim que os balanços dos Bancos Centrais (BCs) começarem a diminuir, ou seja, quando a liquidez injetada ao longo da última década for retirada dos mercados, e ele acredita que isso acontecerá rapidamente, as taxas de juros devem começar a subir com mais força. O FED já está enxugando o dele consistentemente e a um ritmo crescente, o BC Europeu deve começar em dezembro e o Banco Central Japonês também está em processo de contração monetária. Obviamente, apesar de ele não ter falado nada a respeito, eu imagino que o Banco da Inglaterra não conseguirá suprir sozinho toda essa “oferta” que está...

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A recente queda nos mercados

A queda acentuada nos mercados globais que ocorreu essa semana assustou muita gente. Várias desculpas vêm sendo apresentadas para justifica-la, como a guerra comercial, falas do presidente Trump ou de Jeremy Powell, etc. A grande verdade, como já mencionei antes no Twitter e em diversos artigos, me parece mais sensata: a alta nas taxas de juros que vai furar a bolha criada pelo FED para evitar que sofrêssemos as consequências da última bolha, também criada pelo FED (e por aí vai). Estive na quinta-feira em um deles, no FED de Cleveland (sim, são 12 ao total), e me espantei a clareza com a qual a funcionária respondeu minha pergunta sobre quem comandava o FED. Não é o governo dos EUA, o FED é um banco privado, foi a resposta que ela me deu. Foi a primeira vez que alguém de dentro do FED fala isso tão abertamente para mim. Mas eu divago. Voltando ao assunto das quedas dos mercados, gostaria de revisitar um tema sobre o qual venho falando há cerca de dois anos: a bolha criada pelo FED está atingindo níveis preocupantes. No ano passado, vimos o despertar de uma nova modalidade de investimentos, as criptomoedas, que tiveram retornos espetaculares. Igualmente espetacular foi a queda das mesmas. E não foram somente as criptomoedas que atingiram níveis estratosféricos, mas também obras de arte, imóveis, ações, títulos de dívida – enfim, toda classe de ativos. Em janeiro desse ano, já alertei sobre a possível crise nos mercados e a importância de se investir cautelosamente. Na época, com as bolsas subindo vertiginosamente, houve pouca repercussão. Mas é justamente na hora em que os mercados estão mais eufóricos que devemos ser cautelosos. Na ocasião, sugeri o ouro como um ativo que poderia prover proteção aos portfólios, com baixo downside. O ouro é dinheiro há 5 mil anos e sempre funcionou bem em épocas de crise. Além disso, ele “retorna” o dinheiro investido no longo-prazo, corrigido pela inflação. No caso brasileiro, ainda há a vantagem dele ser cotado em dólar e dar exposição à moeda norte-americana. Também falei muito sobre o urânio e o potencial bull market que se desenhava no horizonte. Pois é exatamente sobre isso que gostaria de falar hoje. O urânio já está oficialmente em bull market, já que registra alta superior a 20% desde as mínimas, após vários anos sendo deixado de lado, e esse bull parece não parar. Durante o selloff dessa semana, o urânio passou incólume pela turbulência. Acredito que essa seja a oportunidade da década para se adquirir ações de empresas mineradoras ou exploradoras do metal a preços de liquidação. É um ativo que está pouco correlacionado com o mercado em geral e pode ser uma excelente diversificação, além do ganho potencial que eu acho estar nas alturas. O mercado de energia é bastante estável e a necessidade do urânio é pouco afetada pela situação dos mercados globais. Ao contrário de várias outras formas de geração energética, não é fácil fechar um reator. Assim, as empresas de geração tendem a manter os reatores funcionando por várias décadas. Lembrando que o urânio produz energia limpa e uma das mais seguras e baratas do mundo. Mais ainda, o custo do material (urânio) para um reator é irrisório, não chega a 4% dos custos operacionais. Assim, uma alta significativa do urânio (meu cenário base), não afetaria tanto o retorno das geradoras de energia nuclear. O preço do metal, embora esteja subindo mais de 30% desde as mínimas esse ano, encontra-se ainda bem abaixo de um patamar saudável, em que as empresas produtoras possam ter lucro. Como a maior parte...

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