(Mais Um) Decepcionante Relatório de Emprego

Mais um decepcionante relatório de empregos saiu hoje nos EUA. No que chamamos de franca recuperação no setor de garçons e faxineiros, apenas 160mil empregos foram criados em abril, contra uma expectativa do mercado de 200mil.

A taxa de desemprego permaneceu estável, a 5%. Seria um número excelente, não fosse ele tão manipulado e refletisse tão pouco a real situação da economia.

O forte resultado de fevereiro (245mil) também foi revisado pra baixo (233mil), mas isso não importa mais…

Interessante ver que algumas casas como Goldman Sachs e Bank of America já revisaram suas previsões para o número de aumentos na taxa de juros dos EUA. Agora ambas esperam somente um aumento para 2016.

Já vimos dizendo há tempos que não haverá outro aumento na taxa de juros, não há como uma economia tão fraca, que mal suporta juros de 0.25% a.a., estar em recuperação. Simplesmente não faz sentido!

Se a economia estivesse mesmo muito boa, por que os juros não estariam em um patamar mais alto, que não punisse os fundos de pensão, aposentados, poupadores,  pequenos e médios empresários?

Antes dos EUA terminarem seu programa de QE3, já vínhamos alertando para o possível (e agora, mais do que nunca, provável) QE4. Claro, como o QE1 não funcionou, tivemos o 2. Como o 2 tampouco funcionou, tivemos o 3. Já que o terceiro também não funcionou, por que não implementarmos o 4? Esse raciocínio é, no mínimo, absurdo!

O ouro já sobe mais de 20% esse ano e acreditamos que o rally esteja somente começando. Quando o mercado descobrir que o FED não tem outra saída, a não ser imprimir mais e mais dinheiro, o papel moeda vai perder valor contra os ativos reais. O único ativo real que consistentemente, por toda a história de que se tem notícia, nunca perdeu valor com o tempo é o ouro. Recomendamos aos nossos clientes uma exposição ao ouro físico como forma de proteção e possível ganho de capital.

Quando a próxima crise chegar – e acreditamos que ela não esteja longe – o ouro será o ativo livre de risco. Não há muito ouro físico disponível no mundo e a procura está aumentando, então recomendamos a quem ainda não o tenha feito, que comece a montar posições no metal. Prova de que as disponibilidades estão decrescendo é o aumento do spread (diferença) entre o preço do escritural e o do físico no mundo inteiro, inclusive na China, maior produtora e consumidora global desse ativo. Quando a crise chegar, não haverá para todos.

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