O Brasil não é para amadores

O dia de 18 de maio ficará marcado na memória do brasileiro, em especial na dos investidores. O principal índice da bolsa chegou a cair mais de 10% e o circuit breaker foi acionado pela primeira vez desde 2008. Blue chips tiveram quedas de 2 dígitos em meio ao pânico e à incerteza sobre a governabilidade, futuro das reformas e o rumo do país.

Dias como esses exigem frieza por parte dos investidores, o que é obviamente muito mais fácil no discurso do que na prática.

Graças às nossas posições em puts de Ibovespa e em ouro, conseguimos neutralizar os efeitos do sell-off e aproveitamos as quedas vertiginosas para aumentar nossa exposição a alguns papéis em que enxergamos valor, como a Magnesita. Igualmente, aproveitamos para fechar alguns shorts e realizar lucros significativos.

Um dos axiomas de Zurique se mostrou especialmente válido para nós ontem: ”Realize o lucro sempre cedo demais”. Como havíamos zerado nossas apostas em DI futuro com lucros entre 30 e 50% dias antes, em vez de aguardar até o vencimento, não fomos afetados sobremaneira pela disparada dos DI’s.

Independente do que venha a se concretizar nos próximos capítulos, podemos afirmar com certa segurança que as reformas se tornaram menos viáveis, que a confiança do investidor e do consumidor se abalou com as incertezas e que as melhoras nos indicadores econômicos poderão ser anuladas até o fim do ano e não seria exagero imaginar que 2017 será mais um ano de retração do PIB.

Realmente, o Brasil não é para amadores.

 

Um Comentário

  1. Thomas says:

    Parabéns por mais um belo texto .

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