L2 Capital Podcast #06: Bate-papo com Alasdair Macleod – Goldmoney

No episódio de hoje, Marcelo Lopez conversou com Alasdair Macleod, que além de ser um investidor muito experiente, é o Head de Research da Goldmoney.   Alasdair explica um pouco sobre a atuação da empresa, que atua como custodiante para clientes de todo o mundo que desejam guardar metais preciosos fora do sistema bancário, além de prover interessantes serviços aos seus investidores.   Quando questionado sobre o desempenho recente do mercado, marcado por quedas pronunciadas no final de 2018 e uma reação de alta em janeiro de 2019, Macleod tece uma explicação para os eventos e estabelece conexão entre as decisões tomadas pelo Fed, o estágio do ciclo de crédito e o protecionismo econômico, além de dar sua visão do que esperar para esse ano.   Ele traça também uma distinção entre ciclo de crédito e ciclo econômico e destaca os fatores que caracterizam o atual ciclo e usa dados recentes para dar sua opinião sobre o estágio em que estamos.   Indagado sobre qual deve ser a direção dos juros definidos pelos bancos centrais diante das atuais circunstâncias, Alasdair Macleod dá seu prognóstico para as taxas, bem como suas consequências para economia.   Em seguida, ele discute sobre a inflação medida pelos governos mundo afora e chama a atenção para a discrepância entre o que se vê na prática e o que é registrado pelos índices oficiais de preços.   Ao ser perguntado pelo Marcelo quanto ao que se pode esperar do desempenho do ouro diante do cenário que se desenha, Alasdair realça a capacidade do metal de preservar o poder aquisitivo de quem o tem em situações de desvalorização da moeda e cita exemplos históricos para comprovar isso.   Alasdair Macleod compartilha, então, seu ponto de vista sobre investimentos em ações do setor de ouro, bem como em ETFs, e sobre como eles podem reagir nos cenários de desaceleração global e de valorização da commodity metálica.   Na sequência, ele revela sua expectativa para as decisões do Fed daqui em diante e faz um paralelo entre a crise de 1929 e os dias atuais, destacando os fatores atualmente existentes que não têm precedentes, como o elevado endividamento e déficit públicos e a dependência de financiadores estrangeiros, além conjecturar os impactos disso para as dinâmicas das taxas de juros.   Alasdair traz também uma elaborada análise, e uma crítica, sobre as mudanças recentes nos EUA, principalmente no que se refere ao posicionamento do eleitorado no espectro político. Sobre o Brexit, ele tece um detalhado comentário sobre o estágio do processo e sobre os impactos que poderiam ser sentidos nos mercados.   Para finalizar, respondendo ao pedido de orientação sobre como posicionar o portfólio para lidar com os eventos que ele acredita estarem a caminho, Macleod argumenta sobre o papel em situações análogas do passado, especificamente na Alemanha da década de 1920.   Para saber mais sobre a L2 Capital Partners, confira nosso site! O podcast L2 Capital é focado em potenciais oportunidades de investimento do mercado e traz a você conversas inteligentes com grandes líderes sobre suas respectivas áreas de expertise.   Siga-nos nas redes sociais: Twitter Linkedin Youtube   Acompanhe nosso podcast em todas as plataformas: Anchor Spotify Google Podcast Radio Public Stitcher Breaker Pocket...

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L2 Capital Podcast #05: Bate-papo com Brandon Munro – Bannerman Resources

Neste episódio, Marcelo Lopez conversou com Brandon Munro, CEO da Bannerman Resources Limited, empresa listada na bolsa australiana de valores, a ASX, focada na exploração e desenvolvimento de minas de urânio.   Munro começa contando um pouco sobre a história da empresa, bem como sobre sua trajetória dentro dela, desde a abertura de capital, aquisição do Projeto Etango, na Namíbia, passando pelos estudos de viabilidade e a forma como a empresa e ele lidaram com o acidente nuclear de Fukushima em 2011.   Questionado por Marcelo sobre o país onde se concentram as atividades da empresa, Brandon Munro explica com a propriedade de quem morou lá por vários anos, como a Namíbia contradiz o estereótipo que o ocidente construiu do continente africano e destaca as características que o diferenciam dos demais países de lá, salientando a qualidade da sua infraestrutura rodoviária e portuária, sua estabilidade política e a herança da colonização alemã.   Em seguida, Brandon Munro fornece uma detalhada explicação sobre a dinâmica recente de preços do urânio no mercado spot em face da trajetória até os atuais US$30/libra, ressaltando eventos que modificaram a demanda, como o surgimento de veículos de investimento especializados na aquisição da commodity. Ele ainda mostra como ele enxerga o comportamento dos preços daqui para frente, os patamares que podem ser decisivos para a reação de participantes do mercado e o seu impacto para as ações do setor.   Munro, na sequência, traz uma minuciosa análise de como os contratos de longo-prazo sempre dominaram o cenário, enquanto o spot era coadjuvante e servia apenas como um mecanismo de equilíbrio. Segundo ele, o incidente de Fukushima criou uma enorme distorção no mercado, alterando profundamente a dinâmica dos contratos. Brandon chama atenção para o fato de estarmos numa situação sem precedentes para essa indústria, que poderá impulsionar de forma expressiva o bull market da commodity.   Indagado sobre o último bull market, Brandon ressalta a forma como os preços subiram, saindo de cerca de US$20/lb para $136/lb em menos de um ano e traça um paralelo com a década de 1970. Ele enfatiza que os atuais preços são insustentáveis, tendo em vista os custos de produção e que a única saída seria os preços subirem radicalmente, possivelmente para múltiplos dos atuais patamares. Ele fundamenta seu argumento com uma estimativa para o preço mínimo que traria o mercado de volta ao equilíbrio.   Brandon Munro traz um pouco da sua visão sobre o sentimento em relação à commodity, passando pelo desinteresse de investidores há pouco tempo e chegando numa situação em que cada vez mais atenção é dada ao setor. Ele ainda dá sua explicação e cita exemplos de porquê as ações não tiveram altas como a do urânio em si.   Perguntado sobre a Section 232, Brandon traça diferentes cenários de como poderia ser a resposta de Trump à solicitação, do ponto de vista estratégico e da segurança nacional, e faz reflexões sobre quais seriam as repercussões disso para as empresas do setor.   Munro também fala de sua perspectiva sobre cenários de preços e a atuação das duas maiores empresas do setor, KazAtomProm e Cameco. Sobre essa última, ele ainda discute os impactos da sua decisão de colocar sua maior mina em care & maintenance e comprar urânio no mercado para honrar seus contratos, em vez de produzir.   Brandon, então, dá uma verdadeira aula sobre o funcionamento dos estoques no setor de urânio, destacando as características operacionais de cada tipo, níveis, possibilidade de enriquecimento e os impactos dele para o mercado e a volatilidade.   Perguntado, Munro fala sobre a que o investidor em...

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L2 Capital Podcast #04: Bate-papo com Martin North – mercado de imóveis na Austrália

O podcast L2 Capital é focado em potenciais oportunidades de investimento do mercado e traz a você conversas inteligentes com grandes líderes sobre suas respectivas áreas de expertise.   Neste episódio, Marcelo conversa com Martin North, da Digital Finance Analytics, empresa australiana focada no mercado de imóveis que presta serviços de research customizados e consultoria os em finanças.   Primeiro, Martin explica como sua empresa, a DFA, conduz o trabalho de pesquisa e consultoria, seguindo uma filosofia própria, prezando por enxergar por diferentes perspectivas, com elevada riqueza de detalhes.   Na sequência, North fala sobre a trajetória de queda dos preços dos imóveis na Austrália em 2018, que ele já havia antecipado, após vários anos de valorização expressiva no mercado imobiliário de lá. Na sua fala, ele explica o porquê dos preços terem subido de forma tão robusta nas últimas décadas e fundamenta seu ponto de vista para o futuro próximo.   Questionado sobre a expansão de crédito e a concessão de empréstimos imobiliários, Martin apresenta números recentes e tendências do mercado e destaca a forte influência dos investidores, inclusive estrangeiros, nesse setor do país. Ele ainda esclarece como o aumento dos preços das propriedades levaram a uma mudança no endividamento e na composição do orçamento das famílias e as consequências disso para a economia como um todo.   Martin, quando indagado sobre o relatório divulgado pelo Banking Royal Commission em 4 de fevereiro, destaca os principais pontos do documento e analisa os problemas com o sistema bancário e o endividamento no país e como eles constituem um potencial problema para a economia nacional. Ele ainda compara a situação na Austrália com a Crise Financeira Global de 2007-2008.   Marcelo comenta sobre o fato de uma parcela significativa das famílias terem patrimônio líquido negativo e pergunta sobre as próximas decisões do banco central australiano, o Royal Bank of Australia, quanto à taxa de juros e os impactos disso para o setor imobiliário. Martin comenta sobre o que ele acha que será a decisão da autoridade monetária em face da situação econômica e ainda aponta particularidades de diferentes regiões do país e como elas podem ser determinantes fatores na forma como os preços dos imóveis vão se comportar.   Um importante e interessante risco é questionado por Marcelo com relação à qualidade e os padrões construtivos adotados no país e Martin, além de explicar o porquê desse risco, reitera seu ponto de vista de que muitas propriedades poderão se transformar futuramente em favelas e destaca a virada de excesso de demanda para excesso de oferta.   Há mais riscos para os quais as pessoas não estão prestando atenção? Martin North destaca o forte vínculo da Austrália com a China, os crescentes custos de financiamento e o risco político: as eleições no país podem levar ao fim do negative gearing. Além desses, North acredita existirem muitos outros riscos que o levam a crer que o downside supera, em muito, o upside.   Por fim, Martin explica por que a Austrália está caminhando para um período complicado de 5 anos, e por que 2019 provavelmente será o que 2006 foi para os Estados Unidos em relação à crise financeira.   Para saber mais sobre a L2 Capital Partners, confira nosso site!   Siga-nos nas redes sociais: Twitter Linkedin Youtube   Acompanhe nosso podcast em todas as plataformas: Anchor Spotify Google Podcast Radio Public Stitcher Breaker Pocket...

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L2 Capital Podcast #03: Bate-papo com Russell Napier – EUA, China e os riscos para mercados emergentes

O podcast L2 Capital é focado em potenciais oportunidades de investimento do mercado e traz a você conversas inteligentes com grandes líderes sobre suas respectivas áreas de expertise.   Neste episódio, Marcelo conversa com Russell Napier, cofundador da ERIC (Electronic Research Interchange) e criador do curso “A Practical History of Financial Markets”. Ele também foi considerado o estrategista número 1 nos anos 1990 e escreveu o famoso livro “Anatomy of the Bear”.   Após falar sobre a ERIC, que é um website para investidores institucionais comprarem pesquisas de mercado, Russell explica sobre seu recente artigo para o Financial Times intitulado “Cracks are opening in the global monetary system” (Rachaduras estão se abrindo no sistema monetário global), que causou controvérsias por afirmar que a situação econômica atual não é o fim de um ciclo, mas sim algo muito maior.   Quando Marcelo pergunta sobre o que vai acontecer, Russsell Napier discorre sobre o sistema monetário global e como os mercados emergentes deveriam prestar atenção no relacionamento entre China e Estados Unidos, não só no que tange à disputa comercial, mas também no que se refere à questão cambial e o impacto que isso poderia ter para o mundo.   Durante a conversa, ele também aponta sua visão sobre as transações fora do US Dollar System. De acordo com ele, esta questão é muito mais relacionada com geopolítica que economia. Então, a conversa segue para um outro assunto: deflação. Russell acredita que o mundo está caminhando para a deflação explica o que precisa acontecer para se evitar que ela ocorra, temendo que tenhamos que enfrentar uma situação pior se comparada a 2008. Quando questionado sobre valuations de ativos financeiros, Russell Napier fala sobre o que aconteceu desde 2014 até hoje: os ativos nos Estados Unidos subiram, enquanto as do resto do mundo caíram.   Ele também acredita que estamos no começo de um bear market e chama a atenção para as mudanças na dinâmica de oferta e demanda por títulos do governo norte-americano. Então, quais são os riscos para os mercados emergentes? O problema, de acordo com Russell, é que há mercados emergentes com economias vulneráveis. Ele também nos ensina sobre como as mudanças geopolíticas podem ser negativas para muitos países.   Outros assuntos discutidos na conversa no podcast são: por que o Japão se mostra como um bom investimento e como as relações entre China e Estados Unidos constituem o maior risco aos mercados. Napier ainda traça uma paralelo entre Risk Parity, popularizado por Ray Dalio and Bridgewater, e Portfolio Insurance.   Mesmo não sendo otimista com o cenário, Russell Napier termina a conversa sugerindo alguns investimentos aos ouvintes.   Para saber mais sobre a L2 Capital Partners, confira nosso site!   Siga-nos nas redes sociais: Twitter Linkedin Youtube   Acompanhe nosso podcast em todas as plataformas: Anchor Spotify Google Podcast Radio Public Stitcher Breaker Pocket...

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L2 Capital Podcast #02: Bate-papo com Jim Grant – Taxas de juros e oportunidades

O podcast L2 Capital é focado em oportunidades potenciais do mercado, e traz para você conversas inteligentes com grandes líderes sobre suas respectivas áreas de expertise.   Neste episódio, Marcelo fala com Jim Grant, o famoso fundador e editor do Grant’s Interest Rate Observer, respeitada publicação focada no mercado de capitais iniciada em 1983. Grant é autor de vários livros, entre eles “The Forgotten Depression:1921: the crash that cured itself”.   O começo da conversa é sobre os fortes números que vêm dos Estados Unidos: taxas de desemprego e aceleração do PIB, por exemplo. Questionado sobre as expectativas a respeito do que ocorrerá em 2019, Jim Grant expõe sua visão que se mostra contrária ao consenso do mercado. Ele fala sobre as políticas atuais do banco central americano e o que elas causaram: grandes distorções e aumento dos preços dos ativos.   Questionado sobre qual rumo os Estados Unidos tomarão, Jim acredita que não serão os mesmos passos do Japão. Ele também fala sobre as condições atípicas no mundo das finanças: aumentos expressivos nos preços das ações e taxas de juros artificialmente muito baixas. Outra questão que ele explica é a inflação dos preços dos ativos, considerando o fato de que muitos dólares injetados pelo FED ainda não alcançaram a economia real.   Ele vê alguma recessão se aproximando? Qual seria o impacto disso para os mercados emergentes? Jim Grant discorre sobre o tema extensivamente. Após apresentar alguns dados alarmantes, ele admite que há mais risco do que potencial de retorno no mercado – mesmo acreditando que não haja uma recessão a caminho. Grant também comenta sobre onde podemos encontrar rendimentos no momento, e dá um exemplo específico com resultados promissores.   Depois, Jim comenta sobre o ouro e o que faria seu valor subir: a perda de confiança na moeda fiduciária e no banco central. Ele apresenta algumas formas de olhar para o mercado do ouro e aponta sugestões aos investidores. Jim também fala sobre o urânio e como ele acredita que 2019 será o ano para investidores nessa commodity.   Para saber mais sobre a L2 Capital Partners, confira nosso site!   Siga-nos nas redes sociais: Twitter Linkedin Youtube   Acompanhe nosso podcast em todas as plataformas: Anchor Spotify Google Podcast Radio Public Stitcher Breaker Pocket...

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