As ações da Petrobras estão em alta hoje, após derreterem no pregão de ontem, passando a famosa marca dos R$5.
A brincadeira anterior era de quem chegaria aos 5 primeiro: as ações da Petrobrás, o litro da gasolina, a popularidade da Dilma ou o dólar. Ontem tivemos nossa resposta. Obviamente, essa foi uma corrida para ver quem chegava lá primeiro, mas não quer dizer que após um deles chegar, os outros também não poderão convergir para 5!
Tendo dito isso, estamos tendo solicitações diárias sobre a compra ou não das ações da Petrobrás.
Nossa visão é muito clara: como investidores profissionais e fiduciários, não gostamos da ação. Ela não tem os requisitos básicos para ser um investimento: o management não está focado em um negócio lucrativo para o longo-prazo, o acionista majoritário tem interesses divergentes dos minoritários, a empresa é usada para ganhos políticos de uma minoria, sua dívida é muito alta e, como se não bastasse tudo isso, as perspectivas internacionais para o petróleo não são nada animadoras.
Isso não quer dizer que estamos prevendo um desmoronamento dos preços. Nós não sabemos o que vai acontecer com os preços das ações – aliás, ninguém sabe! As ações podem dobrar de valor, assim como podem cair pela metade.
Não consideramos as ações da Petrobrás como um bom investimento, mas isso não quer dizer que elas não sejam uma boa especulação. Para quem tem estômago e acha que as ações já chegaram ao fundo do poço, talvez valha a pena uma aposta para um ganho rápido. Não precisamos nem mencionar os riscos inerentes da operação…
Novamente, buscar um ganho rápido e fazer apostas não é o que fazemos. Buscamos investir em empresas sólidas, com bom management, cujos acionistas majoritários tenham o mesmo interesse que os minoritários e com boas perspectivas de longo-prazo. Assim, as ações da Petrobrás certamente não estão no nosso radar.
Marcelo,
é o Felipe do Loyola!
Parabéns pela clareza do texto.
Muito obrigado!
Obrigado eu, Felipe!!
Abs
É profundamente lamentável ter que concordar com cada palavra deste texto. Triste realidade!