Podcast # 33A: Fernando Ulrich e Tavi Costa – economia e finanças

No episódio de hoje, primeira parte de uma conversa que foi dividida em duas, Marcelo López conversou com Fernando Ulrich, sócio da Liberta Investimentos, e com Otávio Costa, mais conhecido como Tavi, portfolio manager da Crescat Capital.

Tavi começa discutindo sobre os 3 itens que ele e a Crescat estavam acompanhando desde o ano passado: a situação na China, os metais preciosos e a bolha nos mercados internacionais. Ele fala sobre sua expectativa em torno dos estímulos monetários e discorre sobre o impacto disso nos metais preciosos.

Fernando completa o raciocínio com sua visão mais macro e questiona sobre a conversibilidade do dólar de Hong Kong e os impactos na economia local. Tavi fala sobre os hedges que a Crescat Capital está usando no momento e suas expectativas sobre o futuro da economia chinesa.

Ulrich então traz suas expectativas com relação a tão sonhada recuperação em “V” das economias mundiais e compara com o pensamento corrente. Ele fala sobre o business cycle, indicadores antecedentes e sobre a rápida queda e retorno dos mercados internacionais.

Marcelo expõe sua visão de que essa é uma crise de solvência, não de liquidez, e que a impressão de dinheiro desenfreada não vai resolver o problema. Tavi completa com sua opinião sobre a atual crise e destaca alguns setores estão sendo prejudicados mais do que outros, além de comparar o setor de tecnologia com o setor de bancos.

Fernando diz que ainda tem muita coisa para acontecer em termos de “saneamento financeiro” e elabora sobre o tema, citando exemplos como o da Boeing. Além disso, ele levanta o questionamento sobre inflação e deflação.

Marcelo conta sobre o respeito que tem pelo mercado de bonds e diz que ainda não está claro o caminho que o mundo vai seguir, ou seja, se haverá inflação ou deflação. Nesse confronto, ele traz bons argumentos para ambos. Do lado da inflação, há a impressão de dinheiro absurda, do lado da deflação, existe o icônico caso Japão, que vem imprimindo dinheiro há décadas, sem que a inflação incomodasse.

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